quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ouse Crer

"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11:6)

     Sabemos que a fé é um dom de Deus. Não podemos crer sem a ação do Espírito Santo em nossas vidas. Por outro lado, podemos endurecer o nosso coração e nos tornar incrédulos. Mas como isso póde ocorrer? Vivemos num terrível dilema: andar pelo que vemos ou pelo que cremos. Aprendemos com a experiência que temos que checar as coisas para termos certeza. Verificar se realmente fechamos a porta; se aquele documento importante está na gaveta da cômoda; se desligamos o fogão etc. São hábitos corriqueiros da vida e são necessários, desde que não se tornem obsessivos e compulsivos. Porém, muitas vezes, confundimos a nossa vida secular e material com a nossa vida espiritual e assim, como procedemos em relação a essas pequenas coisas do dia a dia passamos a fazer o mesmo com a nossa vida espiritual. Começamos a checar tudo e não deixamos espaços para a fé. Queremos ver acontecer, ao invés de crermos. Desse modo, tornamo-nos incrédulos ou para dizer um paradoxo: "crentes incrédulos".

       Como é que podemos ser fervorosos? Como deixar de sermos simplesmente religiosos ou frios? A primeira coisa é pedirmos fé a Deus. O segundo passo é não racionalizarmos. Muitas perguntas e questionamentos fazem com que as dúvidas se tornem mais resistentes, e nos deixam inseguros. É uma reafirmação do ver em detrimento do crer. O mundo modernos com sua filosofia produz isso em nós. A segurança que a tecnologia nos dá e os novos conceitos de fé podem produzir em nós a incredulidade. Devemos mudar noss maneira de pensar. Devemos acreditar na palavra de Deus e não dar ouvidos ao nosso próprio entendimento, nem ao que o mundo nos transmite.

 Não sigam o exemplo de Tomé, que só creu depois de ver. A ele Jesus exortou: "Não sejas incrédulo, mas crente" (Jo 20:27). Procure estar no grupo daqueles de quem Jesus falou: " Bem-aventurados os que não viram e creram" (Jo 20:29)



domingo, 17 de julho de 2011

O espelho para caminhar com Deus.

Só existimos porque confiamos! No mais, só queremos ser felizes. Como sê-lo se não nascemos sabendo que coisa seja a felicidade? Vivemos dentro de um estranho jogo de sentimentos. Atravessa-nos o desejo vago e indefinível de realização, para que possamos sentirmos-nos bem. Nesse momento, observamos diante de nós as pessoas! Algumas nos revelam trsiteza, depressão, abatimento... Não queremos viver assim!
            Outras, porém, irradiam leveza, alegria e paz. Ah! Sim, eis o caminho a trilhar. Acreditamos nessas pessoas; apostamos naqueles valores que lhes informam a vida. Cremos na vida delas com a fé humana; espelhamos-nos nelas como mestres de vida. Vinculamos-nos a elas como símbolo, caminho e existência.
Outros andam à nossa frente, sinalizando caminhos de vida... Sempre haverá pessoas que trilham os mesmo caminhos antes de nós. No fundo, acreditamos na vida, no ser, na existência, na radical bondade humana. O ser humano, desde sempre,  pôs-se a essa questão! Se não quiser cair no cetismo, no derrotismo radical, cabe-lhe, espelhar-se em pessoas irradiantes de felicidade. A ruína do ser humano consiste em errar... Em vez de olhar em modelos de vida, - só mira a sí mesmo - e se deixa seduzir por falsos exemplares. Parecer ser prata, mas quando cai, soa lata vela.

O Espírito Santo continua ensinado como proceder, porém, somos alunos indisciplinados. Falamos muito alto, e muitas vezes, não conseguios ouvi-lo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Amar é olhar pra dentro de si mesmo
E dizer eu quero
É viver intensamente
É sonhar com uma gota de realidade
E realizar uma gota desse sonho
É estar presente até na ausência
Amar é ter em quem pensar
É ser só de alguém
E nunca deixar esse alguém só
É pensar em você tão alto
À ponto de você escutar
Amar é ir até a morte
É acordar pra realidade do sonho
É vencer através do silêncio
Amar é sonhar o sonho de quem sonha com você
É sentir saudades
É chegar perto na distância
É andar a procura de um encontro
Amar é a força da razão
É quando os momentos são eternos
Amar é ser adulto e se sentir criança
É viver a vida em versos ao inverso
É a maior experiência na vida de um homem
Mas acima de tudo é crer Deus
Porque Deus é amor.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O não, o sim, a felicidade.

— Às dez horas em casa!
— Pai, tenho 18 anos!
Surpreso com o que podia ser interpretado como provável contestação, ele batia o martelo:
— Dez em ponto! Nem um minuto mais.
Chegar de volta às dez da noite, em ponto, era arriscado. O relógio do pai podia estar adiantado
e o dele comandava a operação. Mesmo que o dele batesse com o da Matriz corria-se o risco da
interpretação. “Essa igreja! Sempre atrasada”. Exatamente igual à bola de futebol. Na risca, ela está
fora ou dentro? Depende da disposição do juiz. Ou seja, aos 18 anos, tínhamos de chegar em casa no máximo às dez para as dez da noite, se não quiséssemos encontrar a porta fechada. Não adiantava bater na janela do irmão, o pai ficava acordado por algum tempo, à espreita. Dormia-se na rua? Não, batia-se na porta, sabendo do caminhão que seria despejado em cima, das ameaças de cortar a mesada (no meu caso nem era mesada, ele me dava um dinheiro de vez em quando, para um refrigerante, um sanduíche. Não que fosse avarento, não tinha mesmo).
Empregos? Numa cidade do interior, década de 50? Que emprego? Caixeiro do comércio? E o estudo? Não havia científico noturno ainda.
Claro que existiam permissões para se ficar até mais tarde. Raras. Em finais de semana, dias de baile. Chave de casa? Por que um jovem de 18 anos não tinha a chave de casa? Não era costume, não se dava, e pronto. Parece pré-história para o jovem de hoje, e no entanto tais coisas aconteciam há 40 anos, o que é nada histórica e sociologicamente. As relações pais e filhos eram mistos de respeito e terror. Ninguém chamava o pai de você, a não ser um ou outro colega, invejado.
De qualquer modo, soava estranho, era o mesmo que um deputado não se referir ao outro como vossa excelência, mesmo sendo inimigo mortal. Pai era senhor. Assim como se cumprimentava pedindo a bênção, beijando a mão. E palavrão? Coisa de rua, de gente
desclassificada, de marginal, de filho de lavadeira. Filho de lavadeira? Havia preconceito, de todos os lados, havia intolerância, levava-se uma existência cinza.
Quanto amigo meu levou tapa na boca, porque o pai, ao virar a esquina, deu com o filho, de 21 anos, fumando. Exageros? Totalitarismo? Em parte sim, em parte não. Pode parecer ridículo, mas havia nisso um cerimonial de civilização. Ainda que existisse animosidade, cumpria-se um protocolo de educação, de reverência por alguém que nos colocou no mundo, deu educação, sustentou. No fundo, eles, os pais, continuavam com ritual de despotismo trazido pela tradição, transmitindo o que tinham aprendido. O mundo andava devagar, não havia por que romper com o estabelecido. As coisas funcionavam, e se funcionavam mal, não havia ainda suficiente clareza e lucidez para quebrar normas que começavam a ficar obsoletas. Enfim, não se colocava em questão. Era ruim para nós? Era. Uma camisa-de-força, um cerco apertado constituído por nãos. Era bom? Era. Ali aprendemos que a vida era assim, uma camisa-de-força, composta por um conjunto de nãos. Tínhamos de conhecê-los, aprender a driblá-los pela vida afora, despistá-los, superá-los com capacidade, inteligência, esforço. Evidente que o não favorecia a mentira, a hipocrisia.
Atualmente, sorrimos, quando filhas de 13 anos nos comunicam:
— Hoje vou dar uma festinha à noite!
— Saiu um livro de educação sexual. Quem pode comprar para mim?
— P…q…p, pô…*** grtfhun #$% trá-lá-lá!
— Podem me buscar na festa à uma hora!
Este uma é da madrugada, é claro. E quando se vai apanhá-las, vê-se que existem meninas que ainda vão ficar até mais tarde, porque há filhas sempre reclamando:
— Sou a primeira a deixar as festas!
Quando chegam em casa, abrem a porta, porque têm chave. Todas as meninas de sua idade têm chaves de casa, mesadas semanais, ficam lendo à noite até a hora que querem, contestam os pais, marcam festas em casa, ligam o som no máximo do volume. Sabem tudo sobre sexo, perguntam para os pais e professores coisas que fariam um jovem — não de 13, mas de 18 — ser expulso de casa no nosso tempo (ao menos, espera-se que não cometam erros infantis). Namoram, telefonam sem parar, pedem aos pais um cigarro para experimentar (e o pai, dentro da escola moderna do consentimento para não traumatizar, não reprimir, dá).
Nossas angústias eram simples, menos existenciais. E bem definidas. Concretas. Doíam do meso modo. Havia aquela intolerância, contra a qual brigávamos. Mas nosso problema maior era o futuro, o que seremos, o que queremos. Vão dar certo nossos sonhos? Era a grande pergunta, porque havia sonhos. Na permissividade atual, neste final de século do sim, estas angústias se complicaram extremamente para os adolescentes e jovens. São abstratas, metafísicas, sem soluções, porque indefinidas, tênues. Nossos filhos, vivendo em meio a violência e caos, são superprotegidos, defendidos, confundiu-se liberdade com permissividade, romperam-se os limites e eles desconhecem os nãos que poderiam torná-los mais lutadores, preparados, até mesmo raivosos. Nem existem sonhos ou utopias, o que se quer é ter dinheiro, status, vida confortável. O não levou minha geração a uma reação de raiva e ao mesmo tempo perigosa. O não que nos traumatizou, nos conduziu a dizer um sim complexo para nossos filhos. Quem sabe eles não se sintam perdidos, sem condução, soltos no mundo, circulando sem que alguém dê um toque no cordão que nos liga, ajudando a dizer: cuidado,aí tem areia movediça?
 
                                                                                    (Ignácio de Loyola Brandão)

domingo, 26 de junho de 2011

Ha alguma coisa errada que não está certo! Essas 'músicas'...

A musicalidade atual é uma coisa que muito preocupa. Tanto a mim, que as odeio como aos que a ouvem. Perdeu-se de vez o sentido da palavra música! Não estou generalizando, mas poderia fazer assim, se quisesse.
Segundo alguns fãs, elas são maneiras. Tudo bem! São maneiras, engraçadas... Mas eu falo de musicas, não de piadas. Falta bastante criatividade aos compositores; mas isso é bom! Bom porque eles não têm o que escrever, e fazem quatro ou cinco linhas (repetidas 300 vezes)
De verdade, é uma "juventude que fala e não diz nada"! Para ser mais claro, sem querer ofender, mas de certa maneira ofendendo, tenho saudades dos tempos em que algumas bandas não passavam de meros objetos, lugares, ou botões.
Não adianta, apenas, querer imitar grandes nomes da música. Basta ter conteúdo, criatividade, saber falar com quem as escuta, de modo que, cause a impressão de uma verdadeira música.
Portanto, jovens, assim como eu que vos escrevo, não queiram ouvir músicas porque os cantores são bonitinhos, coloridos ou engraçados. Eles são cantores, não são modelos ou humoristas! Música é poesia e “a poesia tem comunicação secreta com os sentimentos do homem”.

sábado, 25 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eu sou assim mesmo: Triste, chato, rude, feliz...
Tristeza não é o mesmo que infelicidade! Tristeza é momento espontâneo, assim como a alegria.
Não me importo com o que os outros pensam, mas sei respeitar o que pensam.
Espero que as pessoas aprendam a respeitar a realidade dos outros, que talvez não seja a mesma deles; A felicidade não é esse momento alegre que muitas pessoas pensam...
A felicidade está muito acima da alegria.
A alegria, talvez, seja apenas o estágio inicial pra quem deseja ser feliz.